A São Tiago não irei
Como turista.Irei
- se puder - como peregrino
Tocarei a pedra e rezarei
Os padres nossos da conta como um campesino
..........................................
Assim pudesse o poema
Ter doçura de trigo
O seu brilho polido
A mesma humildade
Assim pudesse o poema
Como a pedra esculpida
Do pórtico antigo
Ter em si próprio a mesma
Compacta alegria
Cereal claridade
Ante o voo da ave
Do espírito que ergue
Os pilares da nave
Sophia
sábado, 18 de outubro de 2008
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Neruda em prosa
"A poesia tem comunicação directa com o sofrimento do homem"
"... há dias que são espaços preparados para que tudo doa"
"... há dias que são espaços preparados para que tudo doa"
memória - dia 16 Out
Devias saber
que é sempre tarde
que se nasce,que é
sempre cedo
que se morre.E devias
saber também
que nenhuma árvore
é lícito escolher
o ramo onde aves
fazem vinho e as flores
procriam.
(Alb. Martins)
que é sempre tarde
que se nasce,que é
sempre cedo
que se morre.E devias
saber também
que nenhuma árvore
é lícito escolher
o ramo onde aves
fazem vinho e as flores
procriam.
(Alb. Martins)
sábado, 11 de outubro de 2008
reflexão e memórias
"...Só a imaginação transforma,transfigura e remodela a face do mundo"
(Eduardo Lourenço)
(Eduardo Lourenço)
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Hoje é um dia de um Outono sem chuva.No céu azul brilha um sol de luz intensa...
aqui, no lugar onde estou.Noutros lugares a realidade será outra.Quantas vidas
espalhadas por esta Terra tão imensa e variada serão hoje tocadas por um qual-
quer acontecimento que recordarão por muitos anos!Quantas vidas viverão mais um dia
sem história e sem memória!Quantas outras vidas recusarão aquela que lhes foi dada!
Quantas vidas hoje iniciarão o seu ciclo na Terra!
Para todos os que podem e querem celebrar os rituais do início e da continuação,um
aviso - lembrem,com gratidão e alegria, os que viveram e foram "guias",os que pas-
saram e foram companheiros,os que estão e são o "agora", aqueles que são o futuro.
PARABÉNS a qem,hoje,celebra mais um rito de passagem.Que o faça muitos anos
com lucidez e vitalidade.
aqui, no lugar onde estou.Noutros lugares a realidade será outra.Quantas vidas
espalhadas por esta Terra tão imensa e variada serão hoje tocadas por um qual-
quer acontecimento que recordarão por muitos anos!Quantas vidas viverão mais um dia
sem história e sem memória!Quantas outras vidas recusarão aquela que lhes foi dada!
Quantas vidas hoje iniciarão o seu ciclo na Terra!
Para todos os que podem e querem celebrar os rituais do início e da continuação,um
aviso - lembrem,com gratidão e alegria, os que viveram e foram "guias",os que pas-
saram e foram companheiros,os que estão e são o "agora", aqueles que são o futuro.
PARABÉNS a qem,hoje,celebra mais um rito de passagem.Que o faça muitos anos
com lucidez e vitalidade.
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Poema para Outubro -8
Palmeiras geometria
São meu alimento
Secura silêncio
São minha bebida
E a infinita ausência
É a minha vida
A funda a secreta
Com sabor a pedra
E o perfume de vento
(Sophia)
São meu alimento
Secura silêncio
São minha bebida
E a infinita ausência
É a minha vida
A funda a secreta
Com sabor a pedra
E o perfume de vento
(Sophia)
Poemas para Outubro -7
Firmamento
A noite é uma tatuagem de estrelas
As linhas correm por entre os astros
E traçam o mapa do labirinto
Linhas escuras e sigilosas
Nelas deciframos as manchas
Do alfange de prata
A noite fecha as pálpebras
(Miguel Ángel Flores)
A noite é uma tatuagem de estrelas
As linhas correm por entre os astros
E traçam o mapa do labirinto
Linhas escuras e sigilosas
Nelas deciframos as manchas
Do alfange de prata
A noite fecha as pálpebras
(Miguel Ángel Flores)
Poemas para Outubro -6
Confiança
O que é bonito neste mundo,e anima,
É ver que na vindima
De cada sonho
Fica a cepa a sonhar outra aventura...
E que a doçura
Que se não prova
Se transfigura
Numa doçura
Muito mais pura
E muito mais nova...
(Torga)
O que é bonito neste mundo,e anima,
É ver que na vindima
De cada sonho
Fica a cepa a sonhar outra aventura...
E que a doçura
Que se não prova
Se transfigura
Numa doçura
Muito mais pura
E muito mais nova...
(Torga)
Poemas para Outubro -5
As ilhas sabem a mar
E encostam no cais dos teus olhos
Como se te chamassem,como se te fotografassem.
As ilhas são uma frota de barcos pretos
E
São de guardar como os segredos.
...
(Mariana Matos)
E encostam no cais dos teus olhos
Como se te chamassem,como se te fotografassem.
As ilhas são uma frota de barcos pretos
E
São de guardar como os segredos.
...
(Mariana Matos)
Poemas para Outubro - 4
Com palavras me ergo cada dia!
Com palavras lavo,nas manhãs,o rosto
e saio para a rua.
Com palavras -inaudíveis- grito.
Ah!,de palavras estamos todos cheios.
Possuímos arquivos,sabemo-las de cor
em quatro ou cinco línguas.
Tomamo-las à noite em comprimidos
para dormir o cansaço.
Possuímos,das palavras,as mais belas
as que seivam o amor,a liberdade...
Engulo-as perguntando-me se um dia
as poderei navegar;se alguma vez
dilatarei o pulmão que as encerra.
Atravessa-nos um rio de palavras:
com elas eu me deito,me levanto,
e faltam-me palavras para contar...
(Egito Gonçalves)
Com palavras lavo,nas manhãs,o rosto
e saio para a rua.
Com palavras -inaudíveis- grito.
Ah!,de palavras estamos todos cheios.
Possuímos arquivos,sabemo-las de cor
em quatro ou cinco línguas.
Tomamo-las à noite em comprimidos
para dormir o cansaço.
Possuímos,das palavras,as mais belas
as que seivam o amor,a liberdade...
Engulo-as perguntando-me se um dia
as poderei navegar;se alguma vez
dilatarei o pulmão que as encerra.
Atravessa-nos um rio de palavras:
com elas eu me deito,me levanto,
e faltam-me palavras para contar...
(Egito Gonçalves)
Poemas para Outubro -3
o templo está fechado para quem não
conhece a entrada.Mas as suas portas
são o céu,e as mãos que afastam o vestido
como se abrissem nuvens
sabem por onde se entra.
(Nuno Júdice)
conhece a entrada.Mas as suas portas
são o céu,e as mãos que afastam o vestido
como se abrissem nuvens
sabem por onde se entra.
(Nuno Júdice)
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Poemas para Outubro -1
J'ai les portes du froid
Les portes de mon amerture
Pour venir embrasser tes lèvres
Ville réduite à notre chambre
Où l'absurde marée du mal
Laisse une rassurante
Anneau de paix je n'ai que toi
Tu me réaprends ce que c'est
Qu'un être humain que je rennonce
A savoir si j'ai des semblables
(P.Claudel)
Les portes de mon amerture
Pour venir embrasser tes lèvres
Ville réduite à notre chambre
Où l'absurde marée du mal
Laisse une rassurante
Anneau de paix je n'ai que toi
Tu me réaprends ce que c'est
Qu'un être humain que je rennonce
A savoir si j'ai des semblables
(P.Claudel)
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