domingo, 22 de junho de 2008
Sem imagens, sem videos, sem Lelouch...
... apenas com a força das palavras e das ideias com elas (re)construidas...
Regresso a este sitio
Uma vintena de dias passados,aqui estou,de novo.
O que me fez parar não vem ao caso(agora).
O que me motivou foram as palavras de Paul Valéry (Cahiers).
"Je vais avoir soixante-seize ans.
Que faire de tout ce passé?
- Que faire d'un passé?
Mais tu le sais bien! Des phrases!"
O meu olhar antecipa um futuro que já não será meu presente e que muito me preocupa.Tantos daqueles que me deram momentos de tão intensa felicidade cá estarão para viverem,certamente,tempos difíceis. A minha geração foi aquela que sonhou um mundo melhor e que não o soube construir. E não penso só em Portugal ... a França ...
a Inglaterra ... os Estados Unidos ... "vemos,ouvimos e lemos,não podemos ignorar" o que se passa à nossa volta.
Os problema em todos os sectores da vida dos cidadãos e do planeta são imensos e graves. Todos os dias há notícias de mais uma catástrofe,de mais agravamento disto ou daquilo e quando há pontuais respostas a algumas situações lá vem o lado negro associado (a arca de zoé,por exemplo).
Neste momento apavora-me o que se está a passar na África... a fome,a corrupção,a chacina de indivíduos e de comunidades,as ostensivas e provocatórias atitudes daqueles que têm poder e para quem vale tudo.
Decididamente este é o melhor dia para retomar as minhas notas!
Uma nota de esperança, entre Camões e Camus, será o tema das minhas próximas mensagens!
O que me fez parar não vem ao caso(agora).
O que me motivou foram as palavras de Paul Valéry (Cahiers).
"Je vais avoir soixante-seize ans.
Que faire de tout ce passé?
- Que faire d'un passé?
Mais tu le sais bien! Des phrases!"
O meu olhar antecipa um futuro que já não será meu presente e que muito me preocupa.Tantos daqueles que me deram momentos de tão intensa felicidade cá estarão para viverem,certamente,tempos difíceis. A minha geração foi aquela que sonhou um mundo melhor e que não o soube construir. E não penso só em Portugal ... a França ...
a Inglaterra ... os Estados Unidos ... "vemos,ouvimos e lemos,não podemos ignorar" o que se passa à nossa volta.
Os problema em todos os sectores da vida dos cidadãos e do planeta são imensos e graves. Todos os dias há notícias de mais uma catástrofe,de mais agravamento disto ou daquilo e quando há pontuais respostas a algumas situações lá vem o lado negro associado (a arca de zoé,por exemplo).
Neste momento apavora-me o que se está a passar na África... a fome,a corrupção,a chacina de indivíduos e de comunidades,as ostensivas e provocatórias atitudes daqueles que têm poder e para quem vale tudo.
Decididamente este é o melhor dia para retomar as minhas notas!
Uma nota de esperança, entre Camões e Camus, será o tema das minhas próximas mensagens!
domingo, 8 de junho de 2008
Manhã de domingo
Amanheceu cedo,muito cedo,este magnifico dia de quase verão.E neste canto silencioso ,da turbulenta cidade, apetece prolongar a manhã com gestos vagarosos e preguiçosos...começar com a leitura dos jornais de vários cantos,espreitar mais um ou outro artigo das publicações semanais.
Correr para a cozinha e fazer um pequeno almoço apetitoso acompanhada pela voz/presença de Barbara e Brel(toutjours Brel)...et ses amis.
De novo no ciberespaço visitar os blogs indispensáveis...para mim.São muitos e alguns convidam à reflexão e remetem-me para outras paragens.
Não sabem os seus autores o quanto lhes agradeço o muito que me dão e a tantos outros,estou certa disso.Quantas sms dizendo :"não percas blog x ou y"! Confesso que alguns me desagradam um pouco quando,partilhando e,apesar disso,se sente uma ponta de exibicionismo do seu bem estar e privilégios. Entendo a partilha de outra forma menos"boazinha". Adiante.
Tenho tido magníficas surpresas ao abrir os blogs da RF e FJV.
Olho lá para fora e vejo,sinto,este dia lindo. É o bulir dos ramos das velhas árvores,o canto dos
pássaros, o azul intenso do céu que me dão notícias deste domingo... e pergunto-me se vale a pena abandonar esta paz e partir para as ruas quentes e barulhentas?!
E de repente ... talvez por esta indecisão... por este vai e não vai ...que sou eu...lembrei-me
" Eu não sou eu nem sou outro,
Sou qualquer coisa de intermédio:
Pilar da ponte de tédio
Que vai de mim para o Outro. "
( Mario de Sá-Carneiro )
Correr para a cozinha e fazer um pequeno almoço apetitoso acompanhada pela voz/presença de Barbara e Brel(toutjours Brel)...et ses amis.
De novo no ciberespaço visitar os blogs indispensáveis...para mim.São muitos e alguns convidam à reflexão e remetem-me para outras paragens.
Não sabem os seus autores o quanto lhes agradeço o muito que me dão e a tantos outros,estou certa disso.Quantas sms dizendo :"não percas blog x ou y"! Confesso que alguns me desagradam um pouco quando,partilhando e,apesar disso,se sente uma ponta de exibicionismo do seu bem estar e privilégios. Entendo a partilha de outra forma menos"boazinha". Adiante.
Tenho tido magníficas surpresas ao abrir os blogs da RF e FJV.
Olho lá para fora e vejo,sinto,este dia lindo. É o bulir dos ramos das velhas árvores,o canto dos
pássaros, o azul intenso do céu que me dão notícias deste domingo... e pergunto-me se vale a pena abandonar esta paz e partir para as ruas quentes e barulhentas?!
E de repente ... talvez por esta indecisão... por este vai e não vai ...que sou eu...lembrei-me
" Eu não sou eu nem sou outro,
Sou qualquer coisa de intermédio:
Pilar da ponte de tédio
Que vai de mim para o Outro. "
( Mario de Sá-Carneiro )
sábado, 7 de junho de 2008
Filhos de Saturno - Ant.José Saraiva
"Aviso"
"A triste farsa que actualmente oferecem ao povo os nossos dirigentes partidários não seria possível se eles não tivessem a certeza da impunidade.
Sendo eles,por definição,os reperesentantes do povo,só a eles cabe julgarem-se a si mesmos.
Por isso,façam o que fizerem,ninguém os castigará pelas malfeitorias de que o país é vítima.Mas esta impunidade supõe que o sistem político instalado pelos partidos vai durar por tempo indefinido.É uma suposição que tem a seu favor a lógica e a probabilidade."
(livro publicado em 1980)
"A triste farsa que actualmente oferecem ao povo os nossos dirigentes partidários não seria possível se eles não tivessem a certeza da impunidade.
Sendo eles,por definição,os reperesentantes do povo,só a eles cabe julgarem-se a si mesmos.
Por isso,façam o que fizerem,ninguém os castigará pelas malfeitorias de que o país é vítima.Mas esta impunidade supõe que o sistem político instalado pelos partidos vai durar por tempo indefinido.É uma suposição que tem a seu favor a lógica e a probabilidade."
(livro publicado em 1980)
quarta-feira, 4 de junho de 2008
NÃO AQUI - Alguns Motetos ( José Bento )
Não parti,não rsgressei
não estive nunca
neste lugar.
Nem estou agora.
Tanto como hoje,
outrora estar aqui
foi conhecer
não uma terra mas o seu vazio.
A ciência dos lugares
é duvidosa e vã.
Arde a paisagem
nos olhos que a comtemplam.
Uma viagem, - como?
Os mapas traçam-se
com um sopro indelével
de sombra
e esquecimento.
não estive nunca
neste lugar.
Nem estou agora.
Tanto como hoje,
outrora estar aqui
foi conhecer
não uma terra mas o seu vazio.
A ciência dos lugares
é duvidosa e vã.
Arde a paisagem
nos olhos que a comtemplam.
Uma viagem, - como?
Os mapas traçam-se
com um sopro indelével
de sombra
e esquecimento.
ESQUECIMENTO - cem palavras,exactamente,para não esquecer.
- Nelson Mandela. Está preso. Porquê?
- Preto!
- Onde?
- Na África do Sul.
- Desde... ?
- Vinte cinco anos. Um terço da vida.
- Que vergonha!
- O pior será o esquecimento.
Pensará ele nessa palavra: Freedom? Pronuncia-a,andando e olhando o céu? Certamento que
não. Essa palavra já não existe. Nem na sua memória nem nas lembranças do próprio corpo.
Ele pensa metros quadrados,segundos. A ligação que cada homem estabelece com o infinito,
com a eternidade,fica reduzida.
- Kaufmann, Carton, Fontaine? Na prisão.
- Negros?
- Caucasianos!
- Desde?
-Mil dias.
- Que vergonha!
- O pior será o esquecimento!
- Preto!
- Onde?
- Na África do Sul.
- Desde... ?
- Vinte cinco anos. Um terço da vida.
- Que vergonha!
- O pior será o esquecimento.
Pensará ele nessa palavra: Freedom? Pronuncia-a,andando e olhando o céu? Certamento que
não. Essa palavra já não existe. Nem na sua memória nem nas lembranças do próprio corpo.
Ele pensa metros quadrados,segundos. A ligação que cada homem estabelece com o infinito,
com a eternidade,fica reduzida.
- Kaufmann, Carton, Fontaine? Na prisão.
- Negros?
- Caucasianos!
- Desde?
-Mil dias.
- Que vergonha!
- O pior será o esquecimento!
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Soidades de Galicia
Campanas de Bastabales,
cando vos oio tocar,
mórrome de soidades.
Cando vos oio tocar,
campaniñas,campaniñas,
sin querer torno a chorar.
Cando de lonxe vos oio,
penso que por min chamades,
e das entrañas me doio.
Dóiome de dor ferida,
que antes tiña vida inteira,
i hoxe teño media vida.
... ... ... ...
Rosalía de Castro
cando vos oio tocar,
mórrome de soidades.
Cando vos oio tocar,
campaniñas,campaniñas,
sin querer torno a chorar.
Cando de lonxe vos oio,
penso que por min chamades,
e das entrañas me doio.
Dóiome de dor ferida,
que antes tiña vida inteira,
i hoxe teño media vida.
... ... ... ...
Rosalía de Castro
Salada para um domingo de preguiça
250gr de camarões de Madagáscar
2 mangas
1 cebola
200gr de várias qualidades de alface
70gr de azeitonas pretas
1dl de azeite
50ml de vinagre
louro, pimenta, sal
Descascar a cebola e a manga e cortá-las em cubos.
Lavar as alfaces e cortá-las.
Cortar as azeitonas.
Deixar ferver água com sal e 1folha de louro.Juntar os camarões e deixar ferver 1mn.
Escorrem-se e põem-se num recipiente com gelo.
Pelam-se e misturam-se com as verduras.
Faz-se um molho vinagrete e rega-se o preparado.
Bom apetite!
2 mangas
1 cebola
200gr de várias qualidades de alface
70gr de azeitonas pretas
1dl de azeite
50ml de vinagre
louro, pimenta, sal
Descascar a cebola e a manga e cortá-las em cubos.
Lavar as alfaces e cortá-las.
Cortar as azeitonas.
Deixar ferver água com sal e 1folha de louro.Juntar os camarões e deixar ferver 1mn.
Escorrem-se e põem-se num recipiente com gelo.
Pelam-se e misturam-se com as verduras.
Faz-se um molho vinagrete e rega-se o preparado.
Bom apetite!
Marcas da vida
Era uma pessoa extraordinária,encantadora! O conformismo não existia. Guiava-se pela sua intuição,pela voz do coração, com total ausência pelas regras que, então, espartilhavam a vida das mulheres.
Tinha uma intuição notável que atraía os outros e as suas confidencias. Foi alguém que verdadeiramente amou "o outro".
Por tudo o que fez,pelo amor que a todos deu,pelo desprendimento de tudo o que eram bens terrenos,pela paz que sempre procurou...descanse em paz.
Tinha uma intuição notável que atraía os outros e as suas confidencias. Foi alguém que verdadeiramente amou "o outro".
Por tudo o que fez,pelo amor que a todos deu,pelo desprendimento de tudo o que eram bens terrenos,pela paz que sempre procurou...descanse em paz.
domingo, 1 de junho de 2008
Receita de bifinhos de frango ( dedicada aos pequenos)
Bifes panados com amendoa (receita para 4 pessoas)
Servem-se com salada ou puré de cenoura.
4 bifes de frango
2 ovos
4 colheres(de sopa) de farinha
4 colheres (de sopa) de amendoas lascadas
Sal e pimenta q.b.
2/3 collheres (de sopa) de óleo
Colocar a farinha num prato e juntar o sal e a pimenta.
Abrir os ovos para um prato de sopa e bater bem.
Colocar as amendoas lascadas num outro prato.
Passar cada bife,sucessivamente,por farinha,pelos ovos e,finalmente,pelas amendoas.
Fritar no óleo quente,5minutos + ou- de cada lado.
Servem-se com salada ou puré de cenoura.
Poema de Ruy Belo para as nossas crianças
O Portugal futuro é um país
onde o puro pássaro azul é possível
e sobre o leito negro do asfalto da estrada
as profundas crianças desenharão a giz
esse peixe da infância que vem na enxurrada ...
onde o puro pássaro azul é possível
e sobre o leito negro do asfalto da estrada
as profundas crianças desenharão a giz
esse peixe da infância que vem na enxurrada ...
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