sexta-feira, 30 de maio de 2008

rock in rio - dizem que é música

Vivo numa zona tranquila com espaços verdes e árvores. Rodeiam-me moradias de linhas sóbrias e jardins cuidados. Uma dessas casas tem um portão que "guincha" e nos dá a ilusão de estarmos num outro lugar que não esta buliçosa cidade de Lisboa. Hoje tudo me foi roubado! A maioria das casas ficaram desertas. As luzes apagadas,os portões das garagens fechados...Ao longe,no cimo de uma pequena colina(diria o Tomás),uma tenda gigantesca alberga,dizem,um mar de gente que está a ouvir música!? Eu,e outros como eu, apesar da distância, ainda não conseguimos dormir ou ler...A vontade de quem não partiu para fim de semana é, num sopro de magia, empurrar para o deserto este flagelo que dizem ser música. Será,mas não para mim e tão pouco para os avisados vizinhos que debandaram para paragens onde o silencio é possível.O silêncio que nos deixa ler,pensar,conversar,ouvir música...E,senhores do ambiente,senhores da saúde,se às 4horas da madrugada ainda os décibeis ultrapassam o máximo do suportável,como fica a nossa saúde mental,auditiva e os nossos reflexos numa condução responsável? Anunciam-se 4 dias semelhantes! Não há ninguém que estabeleça regras? Este será o local adequado? Muitos dos prédios próximos até são habitados por pessoas idosas. As pessoas "atingidas" não têm a mais pequena identificação com este género músical.



Quem nos acode e leva este flagelo para um descampado?



A bem da saúde pública de centenas de pacíficos cidadãos?



Ajuda precisa-se. Ideias concretizadas para o próximo ano PRECISAM-SE.

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